segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Coma

Acordo e ponho a mão no vazio, procuro seu cheiro, mas ele não está mais na minha cama,
As memorias fluem, uma por uma, e assim eu busco onde deu errado
Me afundo nos meus sonhos e entrego os caminhos por onde passei, à alma, pelo amor de quem ainda ama
Busco, perdida, em quantos cantos arrisquei por alguém.

A vertigem d'alma era tão profunda que perdi pelos caminhos do meu passado
O meu amor, o meu grande amor

E aí que decidi voltar e seguir o rumo de quem só vai pelo sentido de quem sabe errar
E rodando, sem conseguir dar foco, regurgitei
Meus pés se encharcaram de lagrimas, não sei
Só peço que me acorde, por favor.