E o mais interessante disso, é que um ciclo se fecha de novo e, mais uma vez, eu procuro tentar retomar a minha essência. Ainda está tudo meio confuso. São muitos pensamentos. Eu sou íntegra, sou capaz de passar pelas tristezas. Elas são normais, e além disso, são naturais. A tristeza existe para nos ajudar a adquirir consciência de que existe uma dor em nós. Só quando percebemos a dor é que podemos agir no sentido de transformá-la. Assim, a tristeza traz informações e sempre nos pede algum tipo de transformação.
Agora? A minha transformação é esquecer tudo que penso saber sobre o que parece me aprisionar. Olhar ao meu redor, buscar o novo, recriar minha vida. Porque ela está aqui, nas minhas mãos, em mim e ao meu redor. Existe uma luz em mim e, aos poucos, estou entrando novamente em contato com ela... Esses tempos, me deixei e me permiti me afastar dela um pouco. Claro que não completamente, mas agora é tempo de retomá-la sem ninguém do meu lado. É muito bom me sentir acolhida por mim mesma nesse momento. Que não está sendo fácil, eu sei. Mas eu vou me curar, aliás, eu já estou me curando.
Algo que abalou minha segurança ou auto-confiança na vida foi talvez a educação torta que tive. Talvez a ausência dos meus pais em alguns momentos ou a autoridade sobre as decisões que eu poderia ter tomado sozinha. Mas quer saber? Eu tenho a opção de mudar o meu presente, tenho a opção sutil de deixar isso pra trás e tentar curar essa neblina que eu vejo no momento.
Meu objetivo? Retomar a consciência dos meus valores, da minha beleza, do meu talento, que sim, ele é muito especial e mais, retomar a vontade de viver, de voar e de abraçar o mundo com as minhas capacidades, sem a necessidade de ter alguém do meu lado. E se alguém estiver do meu lado, que essa pessoa se junte na jornada e que seja uma soma, não parte de mim.
Agora, como fazer isso, Jessica?