sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pessoas com máscaras

O mundo hoje está muito efêmero. Fico perplexa com a quantidade de pessoas que se contentam com efemeridades tão...pífias. Sim, pífias. Me refiro aos que enxergam a vida com emoção e são banhados pelo sentimento. O que aconteceu com as pessoas? Sabe, eu sinto que se tornam agressivas por defesa, ou vingança, dependendo da índole. Mas falo daqueles cuja índole pertence à mais pura lealdade do bem e não lutam contra a essência mais clara da alma. Por que desse comportamento? Por que omitir a profundidade para se aliar à superfície? Ela é tão extensa e tão rápida de se percorrer...Não vejo graça, não vejo objetivo de viver.
Sei lá, cada um faz uma opção. Se os "profundos de natureza" gostam e querem fazer parte dos "supérfluos transitórios", não tenho como mudar a cabeça alheia e, muito menos, a cabeça de mais de 80% da população. Fiz bem em optar por me guardar. Mesmo o mundo me mostrando a sua face mais perversa e me afetando com certa impetuosidade, optei por não me vingar e extrair raiva de certas situações que pediam por esse retorno. Um retorno que, para muitos, não é opcional e sim, uma consequência. A consequência de ser agressivo e aderir ao efêmero. É o mecanismo de defesa que vai contra o 'para sempre' e o 'nunca'.
Eu optei pela digestão completa das atrocidades que me afetaram e essa ainda é minha opção. Não deixei que me tirassem a paixão pela vida e insisti no coração. Assim, em vez de me jogar para os seres humanos, me joguei no meu universo e me guardei por precaução. Por isso não desenvolvi agressividades em defesa do que me doeu algum dia.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

As Páginas

Não adianta lutar contra as páginas,
pois elas caminham insaciadas!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

The Black Swan

The Hangover



Thank you for this , Esao Andrews.

domingo, 27 de novembro de 2011

Me sentirei completa até o sol se pôr.

O verdadeiro corpo fala.

Além do bem e do mal


Sinceridade que não me deixa nem por um decreto, és formidável.

O mundo é a mentira, o disfarce e a incredulidade. Mesmo depois da dor e me ensinarem que usar máscaras faz bem, a lealdade em mim falou e sempre falará mais alto.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Me resta calar e caminhar


Sentindo a primeira gota de uma grande tempestade. É como o barulho de um alfinete tocando o chão ao cair, mas reflete num estardalhaço nos meus tímpanos. As pessoas não têm capacidade de perceber. Só me resta calar e caminhar. Minha vida foi predestinada e sei disso desde que nasci. Não adianta fugir e tentar outros caminhos. Não adianta explicar o que não é cabível para outros, porque é perda de tempo. Tampouco adianta esperar a boa vontade alheia de acreditar no que eu digo. Só me resta calar e caminhar. Me resta calar e caminhar só.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Direitos Autorais

Só quero registrar isso, porque se alguém roubar a minha ideia, vou assim poder chamar de ladrão.

Vou comprar os direitos do musical Edges - a Song Cycle e trazer para o Brasil!

UALÁ!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vida,

Eis que a paz de estar
de deitar com Deus
e sonhar mais
leveza traz
a dor pra vez de quem sofreu

Pra que gritar/chorar num lugar
onde nem mais chega
em gota o ar

Não dá, vida, não dá.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Tarde

Já é dia e faz sol na janela
responde, pergunta ou me peça
qualquer coisa que tenha meu nome
À tarde então a gente conversa

A tarde vai
se perde em promessa
o tempo não passa
e eu tenho pressa

De nada adianta,
talvez seja o fim
do que nem começou
quem sabe na janta

O tempo passou, o dia terminou
Madrugada acesa, conversei com o divã
agora sento na mesa, café da manhã

já é dia e faz sol na janela
responde, pergunta ou me peça
qualquer coisa que tenha meu nome
À tarde então a gente conversa

Não existe promessa, é da minha cabeça
só existe o silêncio que te escuta e quieta
vivo sonhando e iludida com a vida
achando talvez, que você me queira um dia

Matéria

Você não passa de um ser físico, material para mim. Pedi ao tempo e ele me ouviu.
Não mais sentirei o sangue que corre nas suas veias. Não há coração para bombear. Seu coração está empedrado e intocável.

Just like a baby


You know that we are born with no feelings. We have nothing inside. Basically, we are born being loved and not loving anyone or hating, in a 100% phisical way. Our parents love us because we were born. We learn how to love them back because they were responsable to make us grow up, because they wanted to keep us alive.

I don't need you to love me back. It's just like a baby when it's born. You will learn how to love me by the time you feel I love you.

Just like a baby, I don't know who you are or what you'll be int he future, but I love you anyway.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um mês

Muitos aqui não me conhecem ou pouco tiveram contato comigo, mas vou aproveitar para me apresentar para alguns e me despedir de outros, já que é momento de textos.

Nasci em 1990 e o Rock in Rio para mim não passava de um festival utópico que não fazia parte do meu universo, e sim da galera mais velha que eu. Isso me incomodava absurdamente porque só eu que perdi o Fredie Mercury cantando Love of my life. Não vi a Cassia mostrando os peitos e nem cantando Smells Like Teen Spirit. Eu tinha 10 anos, lembro muito vagamente.

No começo desse ano já tinha meus ingressos garantidos para assistir o Axl, maior ídolo da minha pré adolescência e tirar a imagem utópica do Rock in Rio da cabeça. Jamais imaginei que ver ele não seria nada perto da experiência que tive.

Um mês muito intenso, muito café, refeições em horários alternativos, um sol gritante que nem viseira, óculos dava conta. Quem diria! Graças a uma das pessoas mais importantes da minha vida e meu melhor amigo Franco Trotta, em um mês fiz amizades incríveis, passei momentos ÚNICOS e chorei de desespero. Fiquei frustrada com a idade do Axl, desenvolvi um trauma com a palavra "ingresso" e nunca mais vou esquecer disso tudo!

sábado, 1 de outubro de 2011

I - I...

I am the rush vision of your sorrow.

I beg your pardon.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Me esconde na memória

É pode ser que em mais um dia eu me entenda por mulher
Mas agora não dá mais, pode ir em paz , leva os teus sinais
Quero ser criança mais uma vez
Pra te ouvir toda hora
Repetindo a mesma frase
Vou sentir saudade
Me esconde na memória.

Não me dê bom dia

Não me encha de poesias porque de rimas o amor entende
Se nem amor existe, de onde saem essas palavras? Do poço.
Não quero que saiam do vácuo, não quero um coração oco
Se é você a dona do vazio, que sabe deixar no ar um te amo

Aprende, preenche primeiro o esse seu bom dia
não preciso de flores para o meu jardim
nem de notas e acordes para cantoria
Canto e sofro de amor assim.

Já é costume, já conheço e esqueço
Sou dos outros e sou da teimosia
do amor fui feita e carreguei a poesia
comigo trago encanto e dele busco o pranto

Que agora enxugo só e sem mais peço amar
não peço que me ame e não peço que me chame
apenas quero choro ou uma lágrima de amor
Agradeço, mas não quero seu bom dia. Agora sinto dor.

domingo, 25 de setembro de 2011

I'm gonna blow up

I love the crowd singing the same note.
I love the same sound ecoing in the air.
I need it for a living.
I need it for a breathing.
I just want it,
I just want it to have my heart beating.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Amor de sangue

Meu amor não corresponde às hemácias do meu corpo. É tranquilo conciliar anemia com ele.

E pronto.

É só deixar os destinos encostarem e pronto.

Hallelujah

O som tomou conta de mim porque as batidas do meu coração têm vibrações sonoras que ecoam nos meus ouvidos a todo instante desde que nasci. É perturbador ouvir todos os dias e não poder acompanhar o mesmo ritmo. Dá vontade de explodir às vezes...Passo as mãos no rosto, seco as lágrimas e sempre olho para cima. Agradeço pela música existir e por ter sido apresentada a ela.

00:55

Senhor

Eu precisei, mas ninguém ouviu.
Senhor, é isso?
Senhor, eu preciso...
Quem pode vir aqui?
Nunca vi esse quarto, mas já estive aqui antes.

Ninguém fora de mim consegue entender.
Só e somente eu, que nasci sozinho
Morrerei sozinho e aqui vou permanecer
Intacto, porque nem o tempo pode entender
Tampouco o espaço entende.

Se um segundo passar, jamais será o mesmo.
Se eu me mexer, não terei mais a mesma visão.
É preciso força. É preciso.
Alguém maior do que eu, venha.

Tem alguém lendo? Alguém está escutando essas palavras?
Existe alguém do outro lado?!
Senhor, me disseram para te chamar.
Mas não escuto resposta.

Nem mesmo o silêncio me responde.
Nem escuro, nem luz.
Ninguém fora de mim pode me entender.

00:45

Me dá a mão

Me dá a mão, não foge... Você vai ficar? Fica. Pode me beijar, se quiser. Aproveita esse momento, porque é único, porque é o último. Me dá a mão e vem pra cá. Pra perto de mim. Pode fazer o que quiser. Esses segundos serão para sempre, porque o depois não importa. O que importa é que agora você pode me beijar aonde quiser. Esse momento não vai se repetir. Vamos aproveitar. Me dá a mão, vamos sentir, nos sentir e possuir. Me possua. Me dê a mão e me faça chegar num lugar que nunca imaginei passar. Me faz soltar o animal que há em mim. Ele quer sair. Me come, me engole. Quero te conhecer por inteiro, cada canto. É fome. Me come. Não preciso respirar, não quero que pense no meu bem-estar, não quero parar, mas esse momento é único, porque é o último. Não haverá mais nada entre nós. Me dá a mão, que a nossa hora chegou. É preciso ir, vou voltar e você pode ir.

00:31

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Infected

Infect me, fuck me, hug me. I want to swallow your poison just like water in the desert.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

É por isso que me vejo alto

Enquanto na memoria,
com os olhos cerrados
me contento,
por intento
assumo essa ilusão

Deixa levar

Queria que o tempo parasse
instantes sólidos que custam
não falo desses de praxe
quero que o mar me abrace

Para sempre quero que o tempo
me ouça enquanto eu viver
que o destino leve com o vento
sentimento que tento entender

Sem dó, pelo cais o barco levou
meu momento que para sempre seria
a mais adorada hora de amor

Que seja eterno enquanto n'água estiver
que permaneça velando contra o vento
para que o horizonte seja o destino e esse instante, maré

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Que o mundo acabe, que tudo se esvaia!



Parece tolo, mas é um sentimento. São palavras de um sentimento de adulto. É dor de amor, passado, cigarro, computador...
Queria não ter vida de adulto. Queria acordar e não ter que pensar como um adulto, mas é quase impossível. Sou eu, eu pedi por isso.

Existe um sentimento nessa vida atribulada. A vida da insônia, do almoço às 16, do café necessário, o relógio é praticamente uma essência que predomina 24 horas. Mas o que mais incomoda é a facilidade de fugir da dor. Fica fácil de colocar debaixo do tapete, porque é tanto estresse que a gente acaba esquecendo.

"esquecendo".

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

#$@#%%#¨%#&

Odeio pessoas óbvias!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

o mundo gira, né
a gente precisa acompanhar

"See you tomorrow"

So beautiful and sad
What could I say for these words in my head?
Always making feelings grow up
And killing hopes to wake up

Words feared
While strongly wishing them disappeared

Are the only hope to see you here,
Saying these words to me,

Now listen, for thee
I pray, again, it's all I miss,

My dear

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lá maior ou Ré

Fallen angels come! The battle's waiting!
White ones are suffering, just let it pour down.
Blow out the candles. Darkness will be welcome.

Are you ready to receive the potestatem ?
Cause Earth and humanity are about to proclaim
And set fire to the solid ground
From the depths, the Hellhounds


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Calmaria

Ah, com um pouco mais do sonho que me foi entregue
o mundo enxergaria o oposto
e essa bela epifania nos traria gosto
para um descanso em que o mundo sossegue


Em paz com Deus
no silêncio puro

(pausa)

com o tempo costuro
um maior que os meus

Um sonho grande que invada os céus e o infinito
que seja um conjunto do bem que a humanidade recria
da forma mais empírica a cada passo a frente de um dia

Para que vá longe, repito
voraz em poesia
que venha então a calmaria.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Silêncio que te escuta

Percorro quantos cantos necessário for
Embalo no teu acalanto e aceito a poesia

(não quero que ninguém saiba disso)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Transito Lagoa-Barra

O barulho ensurdecedor da sirene no transito ecoando nos meus ouvidos deixando meu estomago revirado em vertigem. Encosto a minha cabeca e sinto rodarem cada vez mais os passaros negros que compoem o ceu limpo, azul e feliz. Sinto rodar. Sinto cair e meu pescoco dobrar. Sinto os olhos revirar. Acho que vou cair.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Por Ary Alonso (Coach espiritual/cabalista)

O que mais atrasa a nossa vida é quando enxergamos o melhor, mas postergamos a
ação em sua direção.

A origem deste tipo de comportamento é a nossa natureza física, que nos
impulsiona para escolher aquilo que nos dá satisfação imediata, sem levar em
conta as conseqüências, no futuro, que essa decisão pode trazer para nós.

O ser humano não é incapaz ou desabilitado, não lhe falta nada, a não ser o
entendimento que o trabalho de integração das consciências física e metafísica é
a fonte de tudo.

Cuide da causa e controle o efeito.

terça-feira, 12 de julho de 2011

On my way to Platina

No Segundo Caderno hoje, Arnaldo Jabor fala da valorização excessiva das irrelevâncias culturais. Mera coincidência: tópico, curiosamente, tangenciado na semana passada, no post anterior, certo? Falei da originalidade atual que se coloca muito na repetição de obras já existentes. Agora venho falar dos sucessos efêmeros que meu querido Arnaldo Jabor comentou na contra-capa do Segundo Caderno. Com o seguinte título "Queremos ser modernos ou eternos?", bem, concluo depois de ler que hoje em dia a galera se preocupa mais em ser moderna. Estão preocupados em carimbar por um momento 'piadinhas inúteis, pequenos tweets e filminhos sem talento, só porque estão na rede'.
Pois bem, eu participo dessa geração e é claro que esses sucessos do dia para a noite permeiam as headlines de ma vie (GODBECCA BLACK irá lançar seu novo single e não perco por esperar, é sério!), mas está bem...
Posso me contentar com uma fama efêmera. Tenho certeza de que começará em um dia e numa fração de tempo acabará nos braços da eternidade.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fora a originalidade, vamos todos gostar do azul!

Atuar é uma relação entre objetivo e obstáculo.
O ator bom não é bom porque sabe fazer as marcações, mas porque ele mostra, durante aquelas marcações, a libido que existe naquilo...

O que seria do amarelo se todos gostassem do azul? Ah, existe azul água, azul turquesa, azul escuro, o lindíssimo bleue claire...

Nós estamos voltando na era em que o original está deixando de ter o mesmo valor que antes. Todo mundo pensa que repetir é falta de imaginação, que é ruim. No romantismo, na época de Shakespeare, isso também era assim. Essa originalidade não tinha a mesma concepção que conhecemos. Sabe-se que toda a obra de Shakespeare não foi inventada por ele, na verdade, aquelas obras são nada mais nada menos do que uma perspectiva dele sobre situações que já existiam. Romeu e Julieta já existia antes. Então originalidade é relativa. A sátira atual é quase um elemento-guia da reprodução das obras que já existem e com a internet, tudo vaza e ninguém é dono de ninguém. Essa bagunça hoje em dia é valorizada e o original tem menos peso. Vamos lá, quantas vezes Hamlet já foi aos teatros? E só por isso deixaram de reproduzir a peça? Nope! Hamlet ainda é objeto de estudo de muita gente e repetir é sempre inovador, acredite se quiser!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Salve, salve, meus Deus, que o tempo a levou!


Perdida nas minhas fotos de criança, procurando por uma de rosto que estivesse boa o suficiente para colocar na capa do programa da apresentação de Musical da CAL,acabei encontrando um diário meu de 2003. É impressionante como não dá pra lutar contra a minha própria essência. Parei para ler por alto algumas páginas, porque era bem grande, e perdi o fôlego. Ainda sou a mesma! Por entre minhas revoltas internas e externas eu já buscava a luz no teatro, na música e nas poucas pessoas que eu amava. Já tinha achado o meu oxigênio no palco e nas letras...Em alguns momentos eu dialogava com o próprio diário que gostava muito de escrever porque só ele e as palavras me entendiam. Cheguei a dizer, com 12 anos, que a minha vontade de não viver mais e desconhecer o motivo da minha existência me levavam a permitir que eu não pensasse isso por causa do teatro e da música!
Daria tudo para conversar hoje com a menina Jessica que escreveu chorando algumas páginas tristes naquele diário...
"Não chora mais, menina! Sua hora está chegando!"

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Poeta de Cor


É tanto penar pro mundo e pra Deus
Sem fome ou dinheiro e rezas de amor
É fácil de ouvir um grito de paz
Abafado no pranto de um poeta de cor

Que grita com Deus pedindo caneta e papel
porque enfim esqueceu da vida no céu
Que a paz encontrou nas palavras que leu e deixou
Para trás um tal de feijão que alguém prometeu

De tanto descaso o poeta entendeu
que pro mundo nasceu pra deixar no papel
que amar é de Deus e de fome morreu

J. N.

(Poema escrito na aula de Sebastião Salgado, sobre esta mesma imagem)

terça-feira, 21 de junho de 2011

The New York Clown Theatre Festival


Laila, o nome dela...Pausa par o nome (...) e eu a escolheria para o festival! Sem dúvida alguma. Esse é um festival que, lógico, como uma New Yorker, não poderia deixar de mencionar depois de um dia como hoje.
Tendo que para o estudo de Clown no teatro é necessário que se entre em contato com o auto-conhecimento em profundidade e que para que se insira um personagem, vista-se uma máscara, é bem notável que ser Clown nos dias atuais não é novidade.
Depois de ver Betty Faria em cena notei alguns momentos de máscara e outros bem realísticos. Isso acabou por me deixar um tanto confusa. A atuação aqui no Brasil é sempre um enigma para mim, mas não no bom sentido, é uma demonstração pífia de sentimentos. A nível de Broadway, é essa a minha perspectiva.
Abrindo hoje mais cedo na primeira página, um dos melhores livros de atuação para os americanos, dei de cara com a seguinte frase " Always tell the truth. It's the easiest thing to remember." Qual é o problema com o acting technique aqui? Por que mistificou-se que atuar é fingir? Para mim, está mais para dizer a verdade do que para fingir.
É o estudo do Clown, é a Laila que se veste de palhaço. É tudo tão verdadeiro...

(reverberações da aula do Dani, depois de um longo transito ao som de Adele, aula no Tablado e, para encerrar, Shirley Valentine com Betty Faria no Teatro das Artes)

[post inacabado - estou caindo de sono]

quinta-feira, 16 de junho de 2011

AFF

O escritor precisa desse fantasma pra poder escrever, é ele que o guia

É Preciso Aprender a Amar

Que se passa para nós no domínio musical? Devemos em primeiro lugar aprender a ouvir um motivo, uma ária, de uma maneira geral, a percebê-lo, a distingui-lo, a limitá-lo e isolá-lo na sua vida própria; devemos em seguida fazer um esforço de boa vontade — para o suportar, mau-grado a sua novidade — para admitir o seu aspecto, a sua expressão fisionómica — e de caridade — para tolerar a sua estranheza; chega enfim o momento em que já estamos afeitos, em que o esperamos, em que pressentimos que nos faltaria se não viesse; a partir de então continua sem cessar a exercer sobre nós a sua pressão e o seu encanto e, entretanto, tornamo-nos os seus humildes adoradores, os seus fiéis encantados que não pedem mais nada ao mundo, senão ele, ainda ele, sempre ele.
Não sucede assim só com a música: foi da mesma maneira que aprendemos a amar tudo o que amamos. A nossa boa vontade, a nossa paciência, a nossa equanimidade, a nossa suavidade com as coisas que nos são novas acabam sempre por ser pagas, porque as coisas, pouco a pouco, se despojam para nós do seu véu e apresentam-se a nossos olhos como indizíveis belezas: é o agradecimento da nossa hospitalidade. Quem se ama a si próprio aprende a fazê-lo seguindo um caminho idêntico: existe apenas esse. O amor também deve ser aprendido.

Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"

terça-feira, 7 de junho de 2011

Eternidades Efêmeras?

A verdade é que o mundo hoje é imediatista demais...Tudo é pra ontem, tudo é bem mais efêmero. Quem é adepto das eternidades de Shakespeare hoje em dia se dá mal, cai num choque doloroso de realidade e acaba se nutrindo de dor e trauma. É complicado...calma não existe mais e o tempo é só um detalhe.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

No dia em que morri

Às vezes é necessário morrer literalmente para que se respire mais uma vez sem que machuque os pulmões.
Nas vertigens, os instantes infinitos de dor são encaminhados para lugares distantes que desconhecemos. Eventualmente nós os levaremos porque é nosso dever. É dando que se recebe e, se recebemos vida, é nossa obrigação viver para que possamos dar.
A consciência do desespero vem quando chega a hora de ir, é quando nos damos conta de que não sabemos para onde vamos e nem como vamos.
Não é preciso saber.
Quem disse que morrer literalmente é possível? Ontem tive overdose e fui estuprada morta. E por isso, recebi quase meia hora de aplausos.
O palco não é literal? Não é nele que se abrigam os sentimentos? O sentimento é a prova real de que estamos vivos e, por isso, ainda se pode morrer.

Catarse

terça-feira, 3 de maio de 2011

Um dia a gente aprende que...

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

Só Shakespeare me faz parar de estudar à meia noite tendo duas provas no dia seguinte.

sábado, 30 de abril de 2011

Espasmos de Pequeno Príncipe

É incrível como viver nessa sociedade acabam nos levando para um mundo igual ao deles. São imperceptivelmente inconscientes as nossas decisões de viver exatamente do jeito deles. Queremos isso porque somos carentes e precisamos do reconhecimento de igualdade dos o outros. Mas percebo todos os dias que alguns nasceram diferentes e, sem querer, forçaram-se a ser iguais. Percebo isso porque a tentativa, de certa forma, falhou e foi exatamente este pedaço faltando que me levou a achar que são parecidos comigo e mais esclarecidos.
Me impressiono com a capacidade que adquirimos, ao longo das nossas vidas, de jogar nossas fantasias e mistérios que sempre quisemos desvendar para um universo abafado por nós mesmos!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ah, pelo menos alguns gostam

E quem foi que disse que vale a pena conhecer bons frutos? Acabo de entrar no meu processo de luto e, cheia de pensamentos ilusórios, me afundo num lugar totalmente palpável. O pior é que ninguém vem para ajudar. Ninguém é capaz de se dispor a entender, só entender. Ninguém quer dar a mão para tentar puxar. Me parece que gostam de nos ver caindo...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Tenho

Eu tenho umas dores por aí.
Umas cujos corações ainda batem, outras que não mais.
Há aquelas que coexistem e há as que resolveram me respeitar.
Entendo das que chamo de passado constante mas não das de passado inconstante.
Peço perdão para as que decidi sentir como espelho das minhas próprias invenções. É o reflexo inverso de um passado que não doeu em mim. Hoje, presa nas minhas próprias garras, nas armadilhas que criei para os outros. Peço perdão, porque peço que despareça.
Prefiro o vazio a essas que carrego por aí no peito, porque ainda as inspiro, e a essas que carrego por aqui nas costas - sinto pesar.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Atos Indignos, reações er...já previstas!

Sempre me afasto quando me machucam.
As vezes me machucam sem querer e, mesmo assim, gosto de me afastar.
A sorte se deu conta, muito felizmente, de deixar me afastar e não ter de coexistir com autores e vilões, sempre vilões, das minhas dores. Gratificante.


Você não me fez mal mas acabou ignorando o bem que já fez. Para mim, passar despercebido é o mesmo que jogar no lixo. Um lixo fétido de tão putrefato e, com aquele xurume nojento que me faz ter a menor vontade de buscar algo que foi jogado fora sem querer. Porque afinal, presume-se que o estrago não foi proposital, não é?

Comlurb existe para isso. Passa todos os dias de madrugada, inclusive em frente ao seu prédio, pois já me deixou esperando algumas vezes até que o lixo fosse recolhido.

Enfim, chegando nos tempos em que as lembranças param de trazer sentimentos de saudade ou de dor decorrente e passam simplesmente a ganhar título de passado.
Novos tempos...

(com nada de novo para mim)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Ludicrous

That`s the feeling today. Nao da pra ficar se iludindo com possiveis resultados futuros. Cansei, soh isso. Cansei. Quantas vezes ja cansei na vida? Pois, essa eh uma delas! Chegou o tempo de realizacoes. Tudo que for diferente disso, eh bom que seja, no minimo, espetacular. No momento, estou atras de espetaculos!

Goodbye, then!