quinta-feira, 23 de junho de 2011

Poeta de Cor


É tanto penar pro mundo e pra Deus
Sem fome ou dinheiro e rezas de amor
É fácil de ouvir um grito de paz
Abafado no pranto de um poeta de cor

Que grita com Deus pedindo caneta e papel
porque enfim esqueceu da vida no céu
Que a paz encontrou nas palavras que leu e deixou
Para trás um tal de feijão que alguém prometeu

De tanto descaso o poeta entendeu
que pro mundo nasceu pra deixar no papel
que amar é de Deus e de fome morreu

J. N.

(Poema escrito na aula de Sebastião Salgado, sobre esta mesma imagem)

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