Só quero dizer que passei por uma experiência que me fez enxergar que a nossa geração de "pseudo-intelectuais" é muito superdotada. Nós não passamos de meros mortais ignorantes. Infelizmente não temos essa capacidade infame de nos dedicar às tantas horas de busca incessante por artifícios que contribuam para um estereótipo, digamos que, utópico. Meus queridos, ler 100.000 livros e saber todos os autores e frases famosos decorados não quer dizer nada! Oh, mas que absurdo! Falar de Freud é tão bonito e tão inteligente, mas mal sabem que o meio esquecido Arthur Schnitzler também existiu. Deixe-me falar uma coisa: ler os livros mais conhecidos e saber falar bonito não quer dizer absolutamente nada sobre a sua inteligência, bem como ver os filmes mais idolatrados pela Superior Sociedade ( porque assim o são ) Cult. São meros capachos da classe verdadeiramente intelectual.
Não adianta querer ser inteligente ou querer ser sensível. Essas são particularidades natas de um ser humano, não existe adquiri-las. É sempre bom aceitar quem somos desde cedo, justamente para evitar utopias e constrangimentos com mortais como eu. Lá vai: em dado momento conheci um ser, estafermo, da Superior Sociedade Cult e me arrisquei a conversar. Resolvi entrar na onda e falei de quase todas as obras de Shakespeare, respondi quantos livros da Clarice tinha lido e quis sair correndo dali. Amigos, fazer comentários anacrônicos, ter o look "diferente" e se interessar em experiências quantitativas sobre uma pessoa só me leva a ter uma lúgubre interpretação. Mostrar quem sou é muito mais interessante do que de fato o ser e o curioso é que todos se dão incrivelmente bem entre si, mantendo aparências e ciosos com a cultura, formam um clã que se diz interessante.
Para mim, não passam de diálogos prosaicos, mentes desprovidas de ir mais a fundo para dentro de si, se confortando em aderir uma carcaça intelectual para se dizer "capaz". Sei lá de que, de ser, de existir. Parecem ter uma inveja encruada de quem pensa de verdade e vive, pois não tem necessidade de expor as obras que leu e se encantou, o que viu ou deixou de ver. Só digo uma coisa: eu li muito menos, vi muito menos filmes e sou bem mais crua do que vocês. No entanto, minha ignorância parece ser muito mais sensata e minha visão um tanto mais aguçada. É lamentável, mas essa é a minha geração - a geração dos estereótipos.
domingo, 22 de abril de 2012
Sweetness
You are so sweet. It's so cute to wake up and see your head laying down on the same pillow that I am, right beside me. I tell you I was missing you. A lot.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Pratos quebrados
Entra sem pedir licença,
mas pede permissão para sair
Quem vê assim até pensa
"cuidou para não ferir"
Ouço pratos quebrando,
isso vem do meu id
é fora do meu comando
peço ao ego que não duvide
Voltando ao que disse,
entrou e já saiu
Foi uma grande tolice,
perdeu um coração
juntinho até a velhice
Quanta mania de ter medo
Nunca vi gostar de risco
E ter pavor de apego
E os pratos quebrados estão
São marcas da minha explosão
mas pede permissão para sair
Quem vê assim até pensa
"cuidou para não ferir"
Ouço pratos quebrando,
isso vem do meu id
é fora do meu comando
peço ao ego que não duvide
Voltando ao que disse,
entrou e já saiu
Foi uma grande tolice,
perdeu um coração
juntinho até a velhice
Quanta mania de ter medo
Nunca vi gostar de risco
E ter pavor de apego
E os pratos quebrados estão
São marcas da minha explosão
terça-feira, 10 de abril de 2012
Diálogo entre o meu ID e meu EGO
Quantos pesares são necessários para cair?
Nenhum, basta tropeçar.
Certo. E quantas caídas preciso para morrer?
Mais fácil cair do décimo oitavo andar.
Nenhum, basta tropeçar.
Certo. E quantas caídas preciso para morrer?
Mais fácil cair do décimo oitavo andar.
Pessoa me entende
Ignoro e espero. Passa no arvoredo
Um vento que o faz mar.
Esse outro modo meu far-me-ia medo
Ou sentir sem pensar.
Agora não. Dá-me um repouso à alma
Em que penso, a sorrir,
E quanto penso é uma lua calma
No céu de eu o sentir.
Ignoro e espero, vagaroso e alheio.
E, ao som que me embalou,
Cada vez mais inteiramente creio
No que em mim durmo e sou.
11 - 7 - 1934
Tem que ser poeta pra me entender. Talvez nem poeta seja suficiente, acho que só sendo Pessoa.
Um vento que o faz mar.
Esse outro modo meu far-me-ia medo
Ou sentir sem pensar.
Agora não. Dá-me um repouso à alma
Em que penso, a sorrir,
E quanto penso é uma lua calma
No céu de eu o sentir.
Ignoro e espero, vagaroso e alheio.
E, ao som que me embalou,
Cada vez mais inteiramente creio
No que em mim durmo e sou.
11 - 7 - 1934
Tem que ser poeta pra me entender. Talvez nem poeta seja suficiente, acho que só sendo Pessoa.
Mais uma...
Você apareceu, chamou pra chegar perto
Agora me dispensa e vai embora
Muito bem, chegou a hora
Sem amor, não há nada certo
Hoje todo laço se sustenta pelo amor,
De resto, somos livre para tudo
Estamos na era do absurdo
Em que o sentimento não tem valor
Ora, por que disso, eu não sei
Só que sem amor nada se tem
Quase achei que tive alguém
Mas não era, no fundo, me enganei
É uma pena e eu lamento
A dor que sinto é por bem
Me livrei de ser refém
Da ilusão do seu momento
Faz parte, fui ferida, mas é melhor que seja assim
Foi bom te conhecer
Mas amar a outra é um prazer
Peço: me deixa em paz, porque chegou o nosso fim
Quem sabe um dia eu apareça
Querendo ser sua de volta
Me larga, me deixa e me solta
Isso só vai acontecer na sua cabeça
Adeus, vou me entregar para o meu drama
Somos dois aliados pela arte
Quero explodir, devo ser de Marte
Pelo menos há alguém que me tem e que me ama
Ei, você, que lê meu blog quase sempre e ainda gosta de mim, teu santo é forte, hein! Esperou bastante até agora...
Vou enfim dar a chance que você merece.
Agora me dispensa e vai embora
Muito bem, chegou a hora
Sem amor, não há nada certo
Hoje todo laço se sustenta pelo amor,
De resto, somos livre para tudo
Estamos na era do absurdo
Em que o sentimento não tem valor
Ora, por que disso, eu não sei
Só que sem amor nada se tem
Quase achei que tive alguém
Mas não era, no fundo, me enganei
É uma pena e eu lamento
A dor que sinto é por bem
Me livrei de ser refém
Da ilusão do seu momento
Faz parte, fui ferida, mas é melhor que seja assim
Foi bom te conhecer
Mas amar a outra é um prazer
Peço: me deixa em paz, porque chegou o nosso fim
Quem sabe um dia eu apareça
Querendo ser sua de volta
Me larga, me deixa e me solta
Isso só vai acontecer na sua cabeça
Adeus, vou me entregar para o meu drama
Somos dois aliados pela arte
Quero explodir, devo ser de Marte
Pelo menos há alguém que me tem e que me ama
Ei, você, que lê meu blog quase sempre e ainda gosta de mim, teu santo é forte, hein! Esperou bastante até agora...
Vou enfim dar a chance que você merece.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
You're kinda disgusting
Thank God, I'm so out of trouble right now. It's not gonna kill me. Just a little mosquito's bite. No harm, no pain. Deep inside, it's pretty much better if you don't look for me anymore and stay out of my life. Thank you for this.
The good news are:
Welcome back to my life. I want you to stay and have fun with me just like we did this weekend. Oh, yes. You are so sweet and you wanted to know what I was feeling about ya. So here it is.
The good news are:
Welcome back to my life. I want you to stay and have fun with me just like we did this weekend. Oh, yes. You are so sweet and you wanted to know what I was feeling about ya. So here it is.
sábado, 7 de abril de 2012
My boss's land
"Chego a pensar que não estamos acostumados à política exercida com discrição e serenidade, gostamos da tradução dos berros e dos murros na mesa, confundimos delicadeza com fragilidade. "
por Cacá Diegues
por Cacá Diegues
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