sexta-feira, 29 de julho de 2011

Transito Lagoa-Barra

O barulho ensurdecedor da sirene no transito ecoando nos meus ouvidos deixando meu estomago revirado em vertigem. Encosto a minha cabeca e sinto rodarem cada vez mais os passaros negros que compoem o ceu limpo, azul e feliz. Sinto rodar. Sinto cair e meu pescoco dobrar. Sinto os olhos revirar. Acho que vou cair.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Por Ary Alonso (Coach espiritual/cabalista)

O que mais atrasa a nossa vida é quando enxergamos o melhor, mas postergamos a
ação em sua direção.

A origem deste tipo de comportamento é a nossa natureza física, que nos
impulsiona para escolher aquilo que nos dá satisfação imediata, sem levar em
conta as conseqüências, no futuro, que essa decisão pode trazer para nós.

O ser humano não é incapaz ou desabilitado, não lhe falta nada, a não ser o
entendimento que o trabalho de integração das consciências física e metafísica é
a fonte de tudo.

Cuide da causa e controle o efeito.

terça-feira, 12 de julho de 2011

On my way to Platina

No Segundo Caderno hoje, Arnaldo Jabor fala da valorização excessiva das irrelevâncias culturais. Mera coincidência: tópico, curiosamente, tangenciado na semana passada, no post anterior, certo? Falei da originalidade atual que se coloca muito na repetição de obras já existentes. Agora venho falar dos sucessos efêmeros que meu querido Arnaldo Jabor comentou na contra-capa do Segundo Caderno. Com o seguinte título "Queremos ser modernos ou eternos?", bem, concluo depois de ler que hoje em dia a galera se preocupa mais em ser moderna. Estão preocupados em carimbar por um momento 'piadinhas inúteis, pequenos tweets e filminhos sem talento, só porque estão na rede'.
Pois bem, eu participo dessa geração e é claro que esses sucessos do dia para a noite permeiam as headlines de ma vie (GODBECCA BLACK irá lançar seu novo single e não perco por esperar, é sério!), mas está bem...
Posso me contentar com uma fama efêmera. Tenho certeza de que começará em um dia e numa fração de tempo acabará nos braços da eternidade.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fora a originalidade, vamos todos gostar do azul!

Atuar é uma relação entre objetivo e obstáculo.
O ator bom não é bom porque sabe fazer as marcações, mas porque ele mostra, durante aquelas marcações, a libido que existe naquilo...

O que seria do amarelo se todos gostassem do azul? Ah, existe azul água, azul turquesa, azul escuro, o lindíssimo bleue claire...

Nós estamos voltando na era em que o original está deixando de ter o mesmo valor que antes. Todo mundo pensa que repetir é falta de imaginação, que é ruim. No romantismo, na época de Shakespeare, isso também era assim. Essa originalidade não tinha a mesma concepção que conhecemos. Sabe-se que toda a obra de Shakespeare não foi inventada por ele, na verdade, aquelas obras são nada mais nada menos do que uma perspectiva dele sobre situações que já existiam. Romeu e Julieta já existia antes. Então originalidade é relativa. A sátira atual é quase um elemento-guia da reprodução das obras que já existem e com a internet, tudo vaza e ninguém é dono de ninguém. Essa bagunça hoje em dia é valorizada e o original tem menos peso. Vamos lá, quantas vezes Hamlet já foi aos teatros? E só por isso deixaram de reproduzir a peça? Nope! Hamlet ainda é objeto de estudo de muita gente e repetir é sempre inovador, acredite se quiser!