sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pessoas com máscaras

O mundo hoje está muito efêmero. Fico perplexa com a quantidade de pessoas que se contentam com efemeridades tão...pífias. Sim, pífias. Me refiro aos que enxergam a vida com emoção e são banhados pelo sentimento. O que aconteceu com as pessoas? Sabe, eu sinto que se tornam agressivas por defesa, ou vingança, dependendo da índole. Mas falo daqueles cuja índole pertence à mais pura lealdade do bem e não lutam contra a essência mais clara da alma. Por que desse comportamento? Por que omitir a profundidade para se aliar à superfície? Ela é tão extensa e tão rápida de se percorrer...Não vejo graça, não vejo objetivo de viver.
Sei lá, cada um faz uma opção. Se os "profundos de natureza" gostam e querem fazer parte dos "supérfluos transitórios", não tenho como mudar a cabeça alheia e, muito menos, a cabeça de mais de 80% da população. Fiz bem em optar por me guardar. Mesmo o mundo me mostrando a sua face mais perversa e me afetando com certa impetuosidade, optei por não me vingar e extrair raiva de certas situações que pediam por esse retorno. Um retorno que, para muitos, não é opcional e sim, uma consequência. A consequência de ser agressivo e aderir ao efêmero. É o mecanismo de defesa que vai contra o 'para sempre' e o 'nunca'.
Eu optei pela digestão completa das atrocidades que me afetaram e essa ainda é minha opção. Não deixei que me tirassem a paixão pela vida e insisti no coração. Assim, em vez de me jogar para os seres humanos, me joguei no meu universo e me guardei por precaução. Por isso não desenvolvi agressividades em defesa do que me doeu algum dia.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

As Páginas

Não adianta lutar contra as páginas,
pois elas caminham insaciadas!