terça-feira, 12 de agosto de 2014

Os espinhos

Ninguém nunca vai saber o tamanho da dor da decepção que não eu. Ninguém pode mensurar o meu machucado que não eu. Ninguém pode sentir o que há dentro de mim que não eu. 

As pessoas apenas enxergam o reflexo, o reflexo dos monstros que habitam em mim. Podem também senti-lo. Esse reflexo, o que nomeiam de reação. É essa a reação que temos como o fruto de uma decepção plantada por outrem. 

Não me responsabilizo muito bem pelas minhas reações, dito que sou um ser coibido de perfeição. Tampouco me responsabilizo pelas plantações de outrem! Culpa não tenho do erro de mentes que não a minha! 

Apenas carrego os frutos e procuro ver as flores, apesar dos espinhos! 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um coração a mil

Agradeço não sei a quem
Ao acaso talvez,
Por me trazer alguém
Que me faz tão bem

Aprendi que o amor
É solução pro coração
Afoito em saciar
Um latejo em respirar

Agora respiro, em paz
O passado embriagado
Deixei para trás

Obrigada, Acaso
Por fazer o mundo rodar
E me ensinar a amar

Que seja bem vinda, a vida
De um amor sutil
Porque não vejo mais ferida
Apenas sinto a batida
De um coração a mil

Obrigada, Acaso

O passado embriagado tanto me embaraçou que cheguei aqui, com o sentir maduro, que para mim, não traz resquício. Meu coração é tímido, os sentimentos, afoitos por paz. A vida mal pode esperar. Meu coração hoje é portátil. Indefeso, mas portátil. O acaso? Obrigada.