
Perdida nas minhas fotos de criança, procurando por uma de rosto que estivesse boa o suficiente para colocar na capa do programa da apresentação de Musical da CAL,acabei encontrando um diário meu de 2003. É impressionante como não dá pra lutar contra a minha própria essência. Parei para ler por alto algumas páginas, porque era bem grande, e perdi o fôlego. Ainda sou a mesma! Por entre minhas revoltas internas e externas eu já buscava a luz no teatro, na música e nas poucas pessoas que eu amava. Já tinha achado o meu oxigênio no palco e nas letras...Em alguns momentos eu dialogava com o próprio diário que gostava muito de escrever porque só ele e as palavras me entendiam. Cheguei a dizer, com 12 anos, que a minha vontade de não viver mais e desconhecer o motivo da minha existência me levavam a permitir que eu não pensasse isso por causa do teatro e da música!
Daria tudo para conversar hoje com a menina Jessica que escreveu chorando algumas páginas tristes naquele diário...
"Não chora mais, menina! Sua hora está chegando!"


